março 2009
há a divisão já dita por muitos teóricos fotográficos sobre a fotografia de autor e a fotografia experimental. A diferença nas duas consiste principalmente em que uma trabalha o conceito, a mensagem (de autor) e a outra o impulso (experimental). Ao meu ver a de conceito acaba servindo publicidade e torna os fotógrafos diretores (imagine um fotógrafo e uma modelo, "vire o rosto", "se incline"...) e a experimental não prova absolutamente nada, porque é "cega". Se você apenas bate uma foto que lhe parece boa por estética não significa que não tenha mensagem, claro que tem!, mas você não é dono dela, ela é sua tanto quanto poderia ser de qualquer outra....

Gosatria de usar a fotografia como máquina para a crítica, para despertar o olhar sobre algo, mas para isso teria que me afastar da expressão pessoal. Ou represento uma cítica pessoal ou um me expresso. Além disso, gostaria de tentar mais a fotografia venacular (a personagem de vitrines), mas nessa altura do campeonato parece bobeira. Tenho que passar primeiro no vestibular e depois me concentrar nisso. OU MELHOR! fazer aquela minha idéia! Me tornando criadora de um passado que não é - necessariamente - verdadeiro ou possível. EU queria começar trabalhando isso em desenhos e quadrinhos e depois me especializar em torná-las reais com a fotografia.
Fragmentos avulsos:
Álbuns de família fictícios (vernacular, criação de um passado oculto, inexistente?)
Fotografia: Alavanca ideológica, transcendente e universal. Sobre tudo: transcultural!
Roland Barthes: simbolismo linguístico e estético, conotativo. "significado expulso"
limite?
A imagem que emerge depois do momento fotográfico (o click) é o destino, mutável, imóvel, interpretativo
O instante livra a idéia do Tempo, quando o olhar (individual, interpretativo) vê na imagem o sonho do imortal, que fascinae frusta porque não é possível porque não se há certeza do momento(!) e do que é efetivamente real naquela imagem.
(Isso é meu)
Tempo - Imagem - Forma
poesia e fotografia: vertigem quimera fracasso unidade perdida maios que a realidade êxtase temporal!! autosuficiente necessidade de romper o saturado, de transbordar, encantar... descobrir o universal por uma partícula!, mas que ao mesmo tempo em que se aproxima a pena do papel descobre que o registro impossível. escrever, na verdade, é esconder.
TEMPO EM SUSPENSÃO
A FOTOGRAFIA: É O MOMENTO, A MORTE
A POESIA: EPTÁFIO.
De quem sou contemporânea nos campos artísticos, sexual, político, afetivo...?
Preciso apoderar-me do visível, do completo, da força forte e força fraca e oscilar entre as duas. É necessário ser anacrônica, é preciso me afastar para poder ver o todo.... a única maneira de se estar na atualidade é não ser atual.
A arte só funciona no mundo.
E no mundo ela só é capaz de representar o que ele não é, o que ele não ouve, o que ele não dá. A imagem é sempre mais do que aquilo que ela anuncia porque é antinatural .
Eu te vejo sair por aí
Te avisei que a cidade era um vão
- Dá tua mão
- Olha pra mim
- Não faz assim
- Não vai lá não
Os letreiros a te colorir
Embaraçam a minha visão
Eu te vi suspirar de aflição
E sair da sessão, frouxa de rir
Já te vejo brincando, gostando de ser
Tua sombra a se multiplicar
Nos teus olhos também posso ver
As vitrines te vendo passar
Na galeria, cada clarão
É como um dia depois de outro dia
Abrindo um salão
Passas em exposição
Passas sem ver teu vigia
Catando a poesia
Que entornas no chão
vigia x personagem
observador atento x o espontâneo (a verdadeira beleza)
Em qual dos dois me enquadro? O espontâneo é natural ou só existe se interpretado?
Não sei em qual das duas posições desejo estar. Será mais valoroso ser a poesia encarnada que ao mesmo tempo não possui conhecimento, não conhece sua imensidão ou ter sabedoria e o conhecimento da verdade suprema, mas não conseguir - por causa dos meus ossos tão velhos - vivê-la?
Ah... que suspiro doloroso(!) nesse mundo cheio de faltas e pedidos de desculpa....
*
Outro estudo:
A fotografia que no início promete relatar corretamente a realidade com o passar do tempo nos tempos de hoje tornou-se máquina para o consumo que propaga a ilusão, alienação... domina e atrofia.
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