vernáculo
VERNÁCULO
sábado, 26 de junho de 2010
sexta-feira, 25 de junho de 2010
vamos pra babylon
baby, i'm so alone
por um erro gráfico alone e aline não são as mesmas coisas, ainda bem
aline
neila
elina
aniel
linea
inale
enila
laine
já basta de anagramas
por um erro gráfico alone e aline não são as mesmas coisas, ainda bem
aline
neila
elina
aniel
linea
inale
enila
laine
já basta de anagramas
Tudo isso, que é nada, parece absurdo e patético e insano e monótono e falso e sobretudo tristíssimo
- vila isabel
- eu moro do outro lado do túnel.
- no riachuelo?
- é. o riachuelo é a nova santa teresa.
palavras de jodorowsky, para variar
para variar eu não transei com ninguém ontem a noite. foi bom, achava que não era mais capaz disso.
bem, a festa ontem foi muito interessante. interessante porque eu gostei de primeiro me ver muito bonita num espelho na casa do bruno. as vezes eu sou mesmo bonita. e segundo porque gostei de ficar sentada perto da fogueira com os meus amigos.
minha relação com as meninas (luízas e maria) é muito boa e agradável. com o bruno também é bom, apesar d'eu não estar nem um pouco afim de fazer a monografia de história da arte clássica. o ambiente favoreceu, mas achei um pouco pesado por estar cheio -lá embaixo e não na casa da bruxa, onde eu estava. a primeira vez que eu ouvi o nome "casa da bruxa" eu disse: 'agora, a casa bruxa já tem, a bruxa sou eu'-. gostei muito daquela conversa na casa da bruxa com o "sieg" invertido e o jodorowsky. é um saco conhecer as pessoas antes delas mesmas se conhecerem.
queria saber por comentários no blog
o ''sieg'' era bom e agradável, senti tanta falta do sieg verdadeiro, a verdadeira vitória!, se permito-me o trocadilho. essa falta caracteriza perfeitamente a solidão. a solidão que sinto desde que cresci. a necessidade de por significação e de SER INTERPRETADO! todo mundo é muito sozinho. O homem ilha. não estou dizendo "todo homem é uma ilha", nao foi isso. todo mundo confunde as coisas muitas vezes. percebe que não estou fazendo uma narração gratuita da minha vida e sim estou despertando a reflexão a respeito de um fato?
PETER WEISS: o texto literário, em versos brancos e rimados, nada é senão uma espécie de partitura sumária, à base da qual o encenador terá de criar a sua obra cênica
isso é uma reflexão a cerca de um fato, mas antes de que se houvesse essa reflexão foi necessário o fato concreto.
eu queria ter comentários nesse blog para poder pensar que as pessoas não são tão sozinhas, como eu sou ruim usando essa merda! será que isso é egoísmo?!
eu queria falar sobre algumas outras coisas específicas, mas aqui não é espaço para isso.
mas o que é?
o que é o quê?
menos verborrágica e fugindo terrivelmente da melancolia.
o meu medo se consome em cansaço. isso não é mentira.
há, tive uma idéia, vou usar o wordpress. nele eu sei usar as coisas, ISSO!
- eu moro do outro lado do túnel.
- no riachuelo?
- é. o riachuelo é a nova santa teresa.
palavras de jodorowsky, para variar
para variar eu não transei com ninguém ontem a noite. foi bom, achava que não era mais capaz disso.
bem, a festa ontem foi muito interessante. interessante porque eu gostei de primeiro me ver muito bonita num espelho na casa do bruno. as vezes eu sou mesmo bonita. e segundo porque gostei de ficar sentada perto da fogueira com os meus amigos.
minha relação com as meninas (luízas e maria) é muito boa e agradável. com o bruno também é bom, apesar d'eu não estar nem um pouco afim de fazer a monografia de história da arte clássica. o ambiente favoreceu, mas achei um pouco pesado por estar cheio -lá embaixo e não na casa da bruxa, onde eu estava. a primeira vez que eu ouvi o nome "casa da bruxa" eu disse: 'agora, a casa bruxa já tem, a bruxa sou eu'-. gostei muito daquela conversa na casa da bruxa com o "sieg" invertido e o jodorowsky. é um saco conhecer as pessoas antes delas mesmas se conhecerem.
queria saber por comentários no blog
o ''sieg'' era bom e agradável, senti tanta falta do sieg verdadeiro, a verdadeira vitória!, se permito-me o trocadilho. essa falta caracteriza perfeitamente a solidão. a solidão que sinto desde que cresci. a necessidade de por significação e de SER INTERPRETADO! todo mundo é muito sozinho. O homem ilha. não estou dizendo "todo homem é uma ilha", nao foi isso. todo mundo confunde as coisas muitas vezes. percebe que não estou fazendo uma narração gratuita da minha vida e sim estou despertando a reflexão a respeito de um fato?
PETER WEISS: o texto literário, em versos brancos e rimados, nada é senão uma espécie de partitura sumária, à base da qual o encenador terá de criar a sua obra cênica
isso é uma reflexão a cerca de um fato, mas antes de que se houvesse essa reflexão foi necessário o fato concreto.
eu queria ter comentários nesse blog para poder pensar que as pessoas não são tão sozinhas, como eu sou ruim usando essa merda! será que isso é egoísmo?!
eu queria falar sobre algumas outras coisas específicas, mas aqui não é espaço para isso.
mas o que é?
o que é o quê?
menos verborrágica e fugindo terrivelmente da melancolia.
o meu medo se consome em cansaço. isso não é mentira.
há, tive uma idéia, vou usar o wordpress. nele eu sei usar as coisas, ISSO!
quarta-feira, 23 de junho de 2010
sonho 23jun
foto: homem sem cabeça - aline barcelos

banco com figs, eu perdia o papel que tinha que preencher toda hora. o figs estava muito sedutor e isso era muito bom. as mulheres estavam nervosas comigo por eu perder toda hora o papel, por preencher errado. "preencha-me"
eu saía e o figs ia para aula. VALE LEMBRAR que o banco era no rio comprido.
andando na rua fui interceptada por estar usando um passaporte árabe. "PORRA"
pedro ernesto>campo de concentração com as luízas depois de me capturarem
homem mecânico nos salva depois que morremos, PORRA. antes, vivas, luíza bailarina o abraça com as pernas e diz que o ama muito, com ele de costas. aquela caixa d'água estourando.......! foi tenso
bruno compra um filtro pra minha câmera, não sei como era isso no sonho. mas era um ótimo filtro.
as crianças de rosa trabalhavam para os xenofóbicos, eram minúsculas, quando eu saí do campo e passei por uma delas que levava cuscuz para o canil ela reclamava: é sempre assim, eu que carrego os potes sem tampa!
lenine vem me visitar, "VISITAR" e minha mãe voou numa vassoura. ele estranha, claro.
pedro ernesto>campo de concentração com as luízas depois de me capturarem
homem mecânico nos salva depois que morremos, PORRA. antes, vivas, luíza bailarina o abraça com as pernas e diz que o ama muito, com ele de costas. aquela caixa d'água estourando.......! foi tenso
bruno compra um filtro pra minha câmera, não sei como era isso no sonho. mas era um ótimo filtro.
as crianças de rosa trabalhavam para os xenofóbicos, eram minúsculas, quando eu saí do campo e passei por uma delas que levava cuscuz para o canil ela reclamava: é sempre assim, eu que carrego os potes sem tampa!
lenine vem me visitar, "VISITAR" e minha mãe voou numa vassoura. ele estranha, claro.
eu não consigo parar de olhar para a aliança dele. NÃO CONSIGO
nossa, ele é muito lindo e dez. pura música física! (entendeu?)
moro no 50° andar com o pedro, antonio e daniel, eles me flagram com o lenine, claro. lenine e daniel conversam sobre o zig, sobre a ingenuidade do zig. eu nem sabia que eles se conheciam, lenine está solto e jovem, uns dez anos mais jovem. na minha idade
vanessa e família vão na nossa casa
vanessa tá com uma blusa feita por ela. a santa na estampa tem o seu rosto
moro no 50° andar com o pedro, antonio e daniel, eles me flagram com o lenine, claro. lenine e daniel conversam sobre o zig, sobre a ingenuidade do zig. eu nem sabia que eles se conheciam, lenine está solto e jovem, uns dez anos mais jovem. na minha idade
vanessa e família vão na nossa casa
vanessa tá com uma blusa feita por ela. a santa na estampa tem o seu rosto
vá entender
segunda-feira, 21 de junho de 2010
a obra deve falar por si
estou sentada na cozinha vestindo um pancho vermelho.
poncho, na verdade. coisa que me lembra os andes, que me lembra que o apelido do inácio é nacho, que me lembra que eu assiti a final da liga dos campeões sozinha numa cabana no sul do chile assutadora e gelada. aliás, eu assisti toda a liga dos campeões no sul do chile dentro de cabanas.
eu queria dizer que eu agora, sentada na cozinha sozinha vestida com um poncho vermelho, pensei no antônio, pensei nele sentado naquela casa assutadora, que é a dele, sentado na poltrona da sala, pensando nos filhos, acompanhando os jogos da copa.
é, eu acho que daríamos certos juntos. vestidos com um poncho vermelho.
só com o poncho.
quer dizer, talvez se eu não tivesse namorado o filho dele eu teria alguma chance, pequena chance.
*
preciso escrever para pensar melhor, escrevo com caneta projetando-me em frente a tela, escrevendo naquele blog. acho que é o blog mais famoso.
eu queria saber como se põe senha nessa porra.
tem uma rafaela....
pensei no rafael quase todos os dias, correção: penso no rafael quase todos os dias.
ISSO AQUI NÃO É LITERATURA, constantemente penso que sou capaz de fazer, mas a dedicação..............................................CARALHO
é difícil, não consigo tirar canto de ossanha da cabeça. eu fico tentando entender as relações que eu faço dentro da cabeça, mas escrever demora muito, é difícil.
isso eu pensei há vinte segundos.
digitar dói menos que escrever com a mão
PENSAMENTO: 1ª PARTE
QUESTIONAMENTO: 2ª PARTE
1ª > hoje arrumando as coisas eu encontrei uma carta que escrevi em dois mil e cinco para a talita. é uma carta natural e fofinha, apesar d'oje eu achar quase tudo dedicado à ela uma idiotice. a nova zelândia é o pior time da copa, mas o pensamento não é esse.
2ª > por que é necessário sempre dirigir-se a alguém? a interiorização parece sufocante e aniquilador.... AUTO-DESTRUTIVO, essa é a palavra! mas sempre parece um erro escrever como se fosse para alguém ler. eu me pergunto porque manter isso aberto! qual a lógica? por que abandonar os .doc e o .txt? é muito curioso porque quando eu vejo a resposta como num dos blogs que eu comento, porque eu gosto de me expor o-tempo-todo, quando a rafaela veio falar comigo eu me senti muito estranha. eu gosto muito de ler proust e camus
poncho, na verdade. coisa que me lembra os andes, que me lembra que o apelido do inácio é nacho, que me lembra que eu assiti a final da liga dos campeões sozinha numa cabana no sul do chile assutadora e gelada. aliás, eu assisti toda a liga dos campeões no sul do chile dentro de cabanas.
eu queria dizer que eu agora, sentada na cozinha sozinha vestida com um poncho vermelho, pensei no antônio, pensei nele sentado naquela casa assutadora, que é a dele, sentado na poltrona da sala, pensando nos filhos, acompanhando os jogos da copa.
é, eu acho que daríamos certos juntos. vestidos com um poncho vermelho.
só com o poncho.
quer dizer, talvez se eu não tivesse namorado o filho dele eu teria alguma chance, pequena chance.
*
preciso escrever para pensar melhor, escrevo com caneta projetando-me em frente a tela, escrevendo naquele blog. acho que é o blog mais famoso.
eu queria saber como se põe senha nessa porra.
tem uma rafaela....
pensei no rafael quase todos os dias, correção: penso no rafael quase todos os dias.
ISSO AQUI NÃO É LITERATURA, constantemente penso que sou capaz de fazer, mas a dedicação..............................................CARALHO
é difícil, não consigo tirar canto de ossanha da cabeça. eu fico tentando entender as relações que eu faço dentro da cabeça, mas escrever demora muito, é difícil.
isso eu pensei há vinte segundos.
digitar dói menos que escrever com a mão
PENSAMENTO: 1ª PARTE
QUESTIONAMENTO: 2ª PARTE
1ª > hoje arrumando as coisas eu encontrei uma carta que escrevi em dois mil e cinco para a talita. é uma carta natural e fofinha, apesar d'oje eu achar quase tudo dedicado à ela uma idiotice. a nova zelândia é o pior time da copa, mas o pensamento não é esse.
2ª > por que é necessário sempre dirigir-se a alguém? a interiorização parece sufocante e aniquilador.... AUTO-DESTRUTIVO, essa é a palavra! mas sempre parece um erro escrever como se fosse para alguém ler. eu me pergunto porque manter isso aberto! qual a lógica? por que abandonar os .doc e o .txt? é muito curioso porque quando eu vejo a resposta como num dos blogs que eu comento, porque eu gosto de me expor o-tempo-todo, quando a rafaela veio falar comigo eu me senti muito estranha. eu gosto muito de ler proust e camus
sábado, 19 de junho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
meta: linguagem MÉTA
essa continuação é a prova da neuorse da obsvervação.
é igual a falar sozinho sobre falar sozinho
uma foto sobre foto sobre um homem em sua casa

essa continuação foi feita hoje:18 de junho 2010.
é impressionante como o tempo passa!
immpprressionnanntte seria legal se todas as consoantes repetissem sempre
a ambiguidade só serve para quem leu kant e barthes e o texto do dia 17 é deveras ambíguo, simplesmente porque qualquer um que toca violão e me conhece vai pensar que é ele mesmo, eu fico me perguntando: mas só há uma pessoa que eu sei que pode pensar ser ele que lê isso pra ele (ou talvez duas), mas levando em consideração o número de pessoas que teoricamente podem ler o blog podem ser três. se bem, que uma pessoa específica que poderia ser um personagem não lê de modo algum.
o "sem rosto" podem ter duas explicações, dado o fato de que podem ser mais de uma ppessoa
As meninas que conheço não tocam bem violão.
Uma pode ser a pessoa que é de quem eu falo que não tem rosto por permanecer mais na imaginação, aquilo de um só encontro na vida e fantasia. boa parte da vida é fantasia, mas não há sentido algum e ele não leria isso porque não há links suficientes para levá-lo até aqui.
Dois: pode ser uma pessoa que de fato existe e que possivelmente lê e que se fosse seria muito natural pensar nele mesmo porque todos somos narcisistas. CALMA essa é a prova de que não és narcisista, de fato pensei que você poderia ser esse personagem, principalmente porque só o vejo de óculos, os olhos, assim como as mãos, revelam nossa identidade
ident
eu adoro palavras, signos.... a semiologia é a minha vida.
quer dizer, a GRAFIA
ontem fiz uma seqüência muito interessante, acho que estou desaprendendo a escrever, fico sem paciência
três VOCÊ, caraca, O QUE FAZ AQUI? você é sempre tão triste! por quê?
ouvi a voz do a. e pensei em você, não seja triste.
o a. é tão belo, pena ser um velho gagá
curioso, esse é o único nome que não tenho coragem de dizer
vai ver eu considero-o puro, enfim
quinta-feira, 17 de junho de 2010
a chave é o suicídio
título alternativo: apaixonada por um homem sem rosto que toca violão
é, pois, zé! por essa ninguém esperava mesmo.
é, pois, zé! por essa ninguém esperava mesmo.
sem olhos pra ver, ele ainda tenta estabelecer alguma comunicação com ela: a surda estática, porque é isso que é pensam que é a fotografia: surda estática, todo mundo vive muito bem na base do estereótipo.
há uma clara tentativa de se escrever algo inteiro, mesmo que haja muitos signos e ambiguidades, mas isso só porque eu li muito kant, e nem foi na infância porque já nasci vieja-loca
sem olhos para ver, ele ainda a procura.
que estranho e memorável,
dois, um casal sentado na escadaria cantando violão e viola. ai, eu nunca fui disso, mas era tão bam! o casal nem sabia o nome de cada um, ficavam meio rindo no meio da confusão daquele povo todo. eu com dois dvds na mão.,...
a essa altura já tá claro que eu faço parte do casal, eu nunca fui muito de contar história sem viver, eu sou muito de viver a história, pergunte pro kundera.
...um do tarkovski que eu ainda torço para que esteja com ele, "espelho". nunca mais voltei na locadora depois daquele dia. nós dois no escuro, mas isso só depois, gostando, muito assustados, rindo de nervoso. sempre rimos nos nossos encontros que foram só um.
sempre imagino nos próximos a gente meio rindo
a observação consome e faz perder tempo, ontem eu estava falando sobre um caso específico que eu tinha percebido. eu sou muito observadora e não suporto bitolação. TENHO QUE SER MAIS OBJETIVA, essa é a frase de ordem, percebe que não consigo narrar um fato sem ter que fazer todas as considerações ("quais são as considerações?!") antes? simplesmente não consigo! preciso dar as referências, preciso expor-me ao máximo, ser cortada ao meio.
mas continuo isso depois
SEMPRE DEPOIS
...e depois:
nós e laços
segunda-feira, 14 de junho de 2010
domingo, 13 de junho de 2010
avesso e o direito, escrito em fevereiro
d da dan dani danie daniel,
hoje comprei mais um livro do camus e não parei de pensar em você, "por isso eu te liguei". voce vai gostar muito do camus, vou apresentá-lo: ele é muito bom, sua escrita é parecida com a minha, o que não significa que eu seja boa, porque é parecida com a do proust. ele é um homem bom, os homens são bons, de família pobre na argélia. com vinte e dois anos escreveu um livro genial meio bobo, - afinal, tinha vinte e dois anos-, morreu novo e disse antes de morrer que "aqueles que os deuses amam morrem cedo", curioso que ele morreu num acidente e não com uma doença terminal, como eu esperava, principalmente, depois dessa afirmação.
aqui havia um parágrafo que eu fazia uma clara comparação sobre quem estou me tornando e quem eu já fui, mas de forma um pouco cínica, por isso o tirei. o cinismo faz parte de mim, principalmente agora, "now she's all proud of her name and stuff, just look at her", mas eu devo adestrá-lo. por não conhecer você não sei se te machucarei, é a última coisa que eu quero.
eu queria poder estabelecer uma relação gostosa com você, assim, acho isso possível, mas ignorando todo o resto que é blablablabalalalbabla... hehehe, não gosto de pensar no "senão" das coisas, principalmente em relação a nós dois. estou mais cínica porque leio mais camus e proust (entrei no segundo livro), você já me perguntou se eu acho que vivo a história, você diz as coisas certas sobre mim =)
que bom foi ouvir a sua voz, rapaz, rapaz, rapaz. você existe!
hoje eu estava na livraria, na livraria que comprei o camus, e um homem velho de barba branca passou do meu lado direito e observou a estante comigo. depois para o meu lado esquerdo. eu estava esperando uma pessoa que eu não sabia se existia para um encontro normal de duas pessoas, então encarei o velho homem que poderia ser o meu encontro e disse que poderia ouvi-lo se ele quisesse.
sentamos naquelas mesas do estação unibanco e fiquei ouvindo, ouvindo. achei que meu encontro era com ele, mas não era.
a pessoa que eu esperava existe e, por isso, apareceu; as pessoas estão sempre por'aí existindo, vivendo e respirando, não há nada de incomum nisso.
quando me despedi recebi um abraço forte, um cheiro diferente, um olhar morto, como se ele fosse morrer hoje mesmo, nu, perto da praia. senti culpa e alívio, tomara que me ouçam quando eu for velha ou, se os deuses me amarem, gostaria de morrer cedo.
essa chuva de outono deixa meu pé gelado.
e o seu?
com a ternura que sei dedicar à você,
aline alin ali al a
ps: queria falar sobre signos e símbolos com você, mas são três horas da manhã. tudo acabaria se começassem a conversar sobre signos e símbolos as três horas da manhã. abraços
e não mudam quando é lua cheia
Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas
Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm
Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia
Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem
Quero cantar só para as pessoas fracas
Que tão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça
Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas
Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm
Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia
Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem
Quero cantar só para as pessoas fracas
Que tão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça
Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem
sábado, 12 de junho de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
gente, olha o que eu achei:
gente" é ÓTIMO, RS. Não sei quem lê isso, ENTÃO: OLHA! EU NEM SEMPRE FUI
março 2009
há a divisão já dita por muitos teóricos fotográficos sobre a fotografia de autor e a fotografia experimental. A diferença nas duas consiste principalmente em que uma trabalha o conceito, a mensagem (de autor) e a outra o impulso (experimental). Ao meu ver a de conceito acaba servindo publicidade e torna os fotógrafos diretores (imagine um fotógrafo e uma modelo, "vire o rosto", "se incline"...) e a experimental não prova absolutamente nada, porque é "cega". Se você apenas bate uma foto que lhe parece boa por estética não significa que não tenha mensagem, claro que tem!, mas você não é dono dela, ela é sua tanto quanto poderia ser de qualquer outra....

tenho fotografado muito pouco, tenho revelado poucos filmes, tenho dito muito sobre fotografia e nada feito.
Gosatria de usar a fotografia como máquina para a crítica, para despertar o olhar sobre algo, mas para isso teria que me afastar da expressão pessoal. Ou represento uma cítica pessoal ou um me expresso. Além disso, gostaria de tentar mais a fotografia venacular (a personagem de vitrines), mas nessa altura do campeonato parece bobeira. Tenho que passar primeiro no vestibular e depois me concentrar nisso. OU MELHOR! fazer aquela minha idéia! Me tornando criadora de um passado que não é - necessariamente - verdadeiro ou possível. EU queria começar trabalhando isso em desenhos e quadrinhos e depois me especializar em torná-las reais com a fotografia.
Fragmentos avulsos:
Álbuns de família fictícios (vernacular, criação de um passado oculto, inexistente?)
Fotografia: Alavanca ideológica, transcendente e universal. Sobre tudo: transcultural!
Roland Barthes: simbolismo linguístico e estético, conotativo. "significado expulso"
limite?
A imagem que emerge depois do momento fotográfico (o click) é o destino, mutável, imóvel, interpretativo
O instante livra a idéia do Tempo, quando o olhar (individual, interpretativo) vê na imagem o sonho do imortal, que fascinae frusta porque não é possível porque não se há certeza do momento(!) e do que é efetivamente real naquela imagem.
De quem sou contemporânea nos campos artísticos, sexual, político, afetivo...?
Preciso apoderar-me do visível, do completo, da força forte e força fraca e oscilar entre as duas. É necessário ser anacrônica, é preciso me afastar para poder ver o todo.... a única maneira de se estar na atualidade é não ser atual.
A arte só funciona no mundo.
E no mundo ela só é capaz de representar o que ele não é, o que ele não ouve, o que ele não dá. A imagem é sempre mais do que aquilo que ela anuncia porque é antinatural .
Eu te vejo sair por aí
Te avisei que a cidade era um vão
- Dá tua mão
- Olha pra mim
- Não faz assim
- Não vai lá não
Os letreiros a te colorir
Embaraçam a minha visão
Eu te vi suspirar de aflição
E sair da sessão, frouxa de rir
Já te vejo brincando, gostando de ser
Tua sombra a se multiplicar
Nos teus olhos também posso ver
As vitrines te vendo passar
Na galeria, cada clarão
É como um dia depois de outro dia
Abrindo um salão
Passas em exposição
Passas sem ver teu vigia
Catando a poesia
Que entornas no chão
vigia x personagem
observador atento x o espontâneo (a verdadeira beleza)
Em qual dos dois me enquadro? O espontâneo é natural ou só existe se interpretado?
Não sei em qual das duas posições desejo estar. Será mais valoroso ser a poesia encarnada que ao mesmo tempo não possui conhecimento, não conhece sua imensidão ou ter sabedoria e o conhecimento da verdade suprema, mas não conseguir - por causa dos meus ossos tão velhos - vivê-la?
Ah... que suspiro doloroso(!) nesse mundo cheio de faltas e pedidos de desculpa....
março 2009
há a divisão já dita por muitos teóricos fotográficos sobre a fotografia de autor e a fotografia experimental. A diferença nas duas consiste principalmente em que uma trabalha o conceito, a mensagem (de autor) e a outra o impulso (experimental). Ao meu ver a de conceito acaba servindo publicidade e torna os fotógrafos diretores (imagine um fotógrafo e uma modelo, "vire o rosto", "se incline"...) e a experimental não prova absolutamente nada, porque é "cega". Se você apenas bate uma foto que lhe parece boa por estética não significa que não tenha mensagem, claro que tem!, mas você não é dono dela, ela é sua tanto quanto poderia ser de qualquer outra....

Gosatria de usar a fotografia como máquina para a crítica, para despertar o olhar sobre algo, mas para isso teria que me afastar da expressão pessoal. Ou represento uma cítica pessoal ou um me expresso. Além disso, gostaria de tentar mais a fotografia venacular (a personagem de vitrines), mas nessa altura do campeonato parece bobeira. Tenho que passar primeiro no vestibular e depois me concentrar nisso. OU MELHOR! fazer aquela minha idéia! Me tornando criadora de um passado que não é - necessariamente - verdadeiro ou possível. EU queria começar trabalhando isso em desenhos e quadrinhos e depois me especializar em torná-las reais com a fotografia.
Fragmentos avulsos:
Álbuns de família fictícios (vernacular, criação de um passado oculto, inexistente?)
Fotografia: Alavanca ideológica, transcendente e universal. Sobre tudo: transcultural!
Roland Barthes: simbolismo linguístico e estético, conotativo. "significado expulso"
limite?
A imagem que emerge depois do momento fotográfico (o click) é o destino, mutável, imóvel, interpretativo
O instante livra a idéia do Tempo, quando o olhar (individual, interpretativo) vê na imagem o sonho do imortal, que fascinae frusta porque não é possível porque não se há certeza do momento(!) e do que é efetivamente real naquela imagem.
(Isso é meu)
Tempo - Imagem - Forma
poesia e fotografia: vertigem quimera fracasso unidade perdida maios que a realidade êxtase temporal!! autosuficiente necessidade de romper o saturado, de transbordar, encantar... descobrir o universal por uma partícula!, mas que ao mesmo tempo em que se aproxima a pena do papel descobre que o registro impossível. escrever, na verdade, é esconder.
TEMPO EM SUSPENSÃO
A FOTOGRAFIA: É O MOMENTO, A MORTE
A POESIA: EPTÁFIO.
De quem sou contemporânea nos campos artísticos, sexual, político, afetivo...?
Preciso apoderar-me do visível, do completo, da força forte e força fraca e oscilar entre as duas. É necessário ser anacrônica, é preciso me afastar para poder ver o todo.... a única maneira de se estar na atualidade é não ser atual.
A arte só funciona no mundo.
E no mundo ela só é capaz de representar o que ele não é, o que ele não ouve, o que ele não dá. A imagem é sempre mais do que aquilo que ela anuncia porque é antinatural .
Eu te vejo sair por aí
Te avisei que a cidade era um vão
- Dá tua mão
- Olha pra mim
- Não faz assim
- Não vai lá não
Os letreiros a te colorir
Embaraçam a minha visão
Eu te vi suspirar de aflição
E sair da sessão, frouxa de rir
Já te vejo brincando, gostando de ser
Tua sombra a se multiplicar
Nos teus olhos também posso ver
As vitrines te vendo passar
Na galeria, cada clarão
É como um dia depois de outro dia
Abrindo um salão
Passas em exposição
Passas sem ver teu vigia
Catando a poesia
Que entornas no chão
vigia x personagem
observador atento x o espontâneo (a verdadeira beleza)
Em qual dos dois me enquadro? O espontâneo é natural ou só existe se interpretado?
Não sei em qual das duas posições desejo estar. Será mais valoroso ser a poesia encarnada que ao mesmo tempo não possui conhecimento, não conhece sua imensidão ou ter sabedoria e o conhecimento da verdade suprema, mas não conseguir - por causa dos meus ossos tão velhos - vivê-la?
Ah... que suspiro doloroso(!) nesse mundo cheio de faltas e pedidos de desculpa....
*
Outro estudo:
A fotografia que no início promete relatar corretamente a realidade com o passar do tempo nos tempos de hoje tornou-se máquina para o consumo que propaga a ilusão, alienação... domina e atrofia.
dessa vez:
fugindo, na espreita, na calada da noite, da paranóia.
PARA NÓIA
NOIAR
NO ARRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
bem, já que eu lembrei que há esse espaço virtual aberto só pra mim decidi agora nesse momento enquanto o video do tadeusz kantor carrega e enquanto não quero fazer o trabalho de antropologia, enquanto tento iniciar uma conversa no msn, que vou escrever sobre:
"Suonno gentile, suspiro mio camale"
tá, não falei sobre nada. QUEM VAI ME CULPAR?
será que ficar escrevendo assim feito doida resolve?
bem, a conversa no msn tá rendendo, conversar sobre cabelo e amor sempre rende.
PARA NÓIA
NOIAR
NO ARRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
bem, já que eu lembrei que há esse espaço virtual aberto só pra mim decidi agora nesse momento enquanto o video do tadeusz kantor carrega e enquanto não quero fazer o trabalho de antropologia, enquanto tento iniciar uma conversa no msn, que vou escrever sobre:
"Suonno gentile, suspiro mio camale"
tá, não falei sobre nada. QUEM VAI ME CULPAR?
será que ficar escrevendo assim feito doida resolve?
bem, a conversa no msn tá rendendo, conversar sobre cabelo e amor sempre rende.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
dois meses
fiz .do . .is .............................................................................m . .... .eses de na............................................................m o. ..............ro .....co .m .... . .. igo mes......................................................................................................ma hoje, es t ou mui .. .to .fel ..... i.............................................................................z
ainda não me compreendo e a expectativa continua!
ainda não me compreendo e a expectativa continua!
terça-feira, 1 de junho de 2010
post sequencia, depois de um suspiro
"se você curte poesia" POESIA? LIRISMO COMEDIDO???????????
the life is beautiful around the world
(continuo ouvindo red hot)
drama girl
the life is beautiful around the world
(continuo ouvindo red hot)
drama girl
provavelmente eu estava bêbada no post anterior, nesse estou sóbria o que não significa bem
por enquanto estou com insônia
podia estar lendo, confesso que
Not I.
Das duas coisas que podem acontecer na vida confirmo que poucas, menos que duas, fazem algum sentido completo definido. Nunca sei muito bem o que escrever porque eu sempre penso: ISSO É UMA CARTA? é uma espécie de carta pra mim mesma?
uma vez eu escrevi uma carta pra mim:
Aline,
el Tiempo es asesino, pero es nuestro.
Eu te amo muito, não tenha medo.
Conte comigo,
Aline
mas não faz sentido. MAKE SENSE, MAKE SENTENCE
luis disse: desse jeito, desse jeitinho seu, você vai acabar com um buraco na cabeça.
ele fica preocupado. meu blog não tem comentários não tem como eu saber se as pessoas leem. e se as pessoas lerem? se a fafá ler será que ela vai me mandar outra carta?
eu juro que não queria preocupar ninguém.
eu escrevi:
"penso todos os dias em me mudar pr'um quatro que custa dez reais na praça mauá, mas a preguiça me impede. imagina carregar todas as minhas coisas pra lá!
aí penso duas coisas: NÃO! e outra que é ir e ter as coisas lá, mas isso exigiria coragem e coragem.... PUXA! EMPURRA! dá preguiça!
fiz um dia nesse ano uma performance e falei o dia inteiro frases fáceis ao contrário e andei de costas. foi legal, queria te mostrar. sojeieb"
me disseram no sábado que eu pareço um personagem, personagem.... persona. diseram não! uma pessoa disse, eu juro que só tava tentando compreendê-lo!
minha piscioterapeuta me pediu para fazer um exercício: escrever o que eu gosto EU PENSEI
PENSEI
penei e pensei são palavras muito parecidas.
PENSEI
ela pediu para escrever. eu escrevi no meu caderninho "gosto de..." não lembro, mas tinha algo com mil vezes. MIL VEZES. daniel faz aniversário hoje e estou escutando red hot pela quinta vez, escutando o cd que ele me deu de presente.
se voce pensar toda vez que você escreve você escreve pra si mesma você vai acabar com um buraco na cabeça.
o italiano pediu pra que eu não contasse pra NINGUÉM que ele vai embora dia quinze, ele vai embora dia quinze. "e como dói"
isso é drummond?
li no jornal de são paulo (nunca entendo porque só leio o jornal de são paulo, é melhor ou é porque tem um exemplo dele no meu livro russo de comunicação visual?) uma reportagem sobre drummond e as cartas dos leitores. PUXA! quem me dera (me dera e merda também são parecidas) ter um escritório no centro da cidade pra ficar em silêncio ou, pelo menos, leitores que me escrevem cartas.
cansei (mentira)
podia estar lendo, confesso que
Not I.
Das duas coisas que podem acontecer na vida confirmo que poucas, menos que duas, fazem algum sentido completo definido. Nunca sei muito bem o que escrever porque eu sempre penso: ISSO É UMA CARTA? é uma espécie de carta pra mim mesma?
uma vez eu escrevi uma carta pra mim:
Aline,
el Tiempo es asesino, pero es nuestro.
Eu te amo muito, não tenha medo.
Conte comigo,
Aline
mas não faz sentido. MAKE SENSE, MAKE SENTENCE
luis disse: desse jeito, desse jeitinho seu, você vai acabar com um buraco na cabeça.
ele fica preocupado. meu blog não tem comentários não tem como eu saber se as pessoas leem. e se as pessoas lerem? se a fafá ler será que ela vai me mandar outra carta?
eu juro que não queria preocupar ninguém.
eu escrevi:
"penso todos os dias em me mudar pr'um quatro que custa dez reais na praça mauá, mas a preguiça me impede. imagina carregar todas as minhas coisas pra lá!
aí penso duas coisas: NÃO! e outra que é ir e ter as coisas lá, mas isso exigiria coragem e coragem.... PUXA! EMPURRA! dá preguiça!
fiz um dia nesse ano uma performance e falei o dia inteiro frases fáceis ao contrário e andei de costas. foi legal, queria te mostrar. sojeieb"
me disseram no sábado que eu pareço um personagem, personagem.... persona. diseram não! uma pessoa disse, eu juro que só tava tentando compreendê-lo!
minha piscioterapeuta me pediu para fazer um exercício: escrever o que eu gosto EU PENSEI
PENSEI
penei e pensei são palavras muito parecidas.
PENSEI
ela pediu para escrever. eu escrevi no meu caderninho "gosto de..." não lembro, mas tinha algo com mil vezes. MIL VEZES. daniel faz aniversário hoje e estou escutando red hot pela quinta vez, escutando o cd que ele me deu de presente.
se voce pensar toda vez que você escreve você escreve pra si mesma você vai acabar com um buraco na cabeça.
o italiano pediu pra que eu não contasse pra NINGUÉM que ele vai embora dia quinze, ele vai embora dia quinze. "e como dói"
isso é drummond?
li no jornal de são paulo (nunca entendo porque só leio o jornal de são paulo, é melhor ou é porque tem um exemplo dele no meu livro russo de comunicação visual?) uma reportagem sobre drummond e as cartas dos leitores. PUXA! quem me dera (me dera e merda também são parecidas) ter um escritório no centro da cidade pra ficar em silêncio ou, pelo menos, leitores que me escrevem cartas.
cansei (mentira)
segunda-feira, 10 de maio de 2010
internacional
Eu, um venezuelano, um italiano, um grego, um austríaco, dois brasileiros e outra mulher. Todos num bar na rua dos Tamoios, dizendo disse-me-disse.
Todo mundo apaixonado pelo outro e crescendo juntinho com a bebida.
HMMMMMMM... que dia gostoso esse sabado!
Andy Warhol disse: vai chegar um dia em que todo mundo terá direito aos 15 minutos de fama, por isso
quinta-feira, 6 de maio de 2010
prostitutas com asas
é tão engraçado ver prostitutas com asas!
to me apaixonando paulatina|mente, como quem anda para a guilhotina.
é bom, incerto, indizível
melhor ainda se eu não for correspondida...
UUUUUUUUUI!
ah, quem dera! laços tão fortes quando nós?
muitos nós em nós. nós cegos
risos
quem me dera ser a louca de preto que anda lá pela unirio
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Meu Diálogo com: Peter Brook
Eu:
- caída entre mil lençóis, leio palavras que parecem fazer o máximo de sentido. O MÁXIMO SENTIDO.
"tudo está certo e errado", diz o relógio
certo
errado
certo
errado
certo
errado
certo
errado
- caída entre mil lençóis, leio palavras que parecem fazer o máximo de sentido. O MÁXIMO SENTIDO.
"tudo está certo e errado", diz o relógio
certo
errado
certo
errado
certo
errado
certo
errado
ecrerratdoo
ad infinitum
ad infinitum
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Não tem nexo, é só espera
Queria absorvê-lo inteiro, até mesmo os medos
porque quando dói a gente grita
GRITA, OUVIU?
não.
Bem ou bem sou um espelho [já disse isso tantas vezes].
Olhe no fundo dos meus olhos porque verá você mesmo,
A gente só é verdadeiro quando ama
A piada moral [a sonoridade dessa frase faz parecer algo comum].
Sou o retrato da imaturidade e do sonho e ainda não sei lidar com o silêncio das palavras escritas, penso em Borges e gostaria de mandar isso tudo para o CARAJO, mas de forma lírica, dizendo que se eu pudesse viver novamente me preocuparia menos com assuntos tão bobos e teria mais problemas reais e renais (meu espanhol deixa a desejar de vez em quando).
Passo por uma fase de comprometimento comigo. Vejo-os, todos de nossa geração e das outras e eu mesma, perdendo um tempo precioso com conversas que não levam a nada e não sei o que fazer. Por isso esse apego à você, eu respeito você, respeito o suficiente para não falar qualquer idiotice. Até mesmo quando eu os falo sobre minha angústia dizem que você é apenas um amor meu, mas não compreendo isso! Você é o meu amor, não há como negar que você sempre será o meu amor, que eu nunca vou conseguir esquecê-lo e que nunca encontrarei ninguém parecido com você. As relações acabam parecendo sempre a sombra da que a passada não foi. Passado, presente.
Engulo seco esse desejo de me expor para você;
Toda vez que lembro da sua traição contínua levo para passear uma vontade terrível de vomitar, sinto um cheiro de pepino estragado, embebecido de cerveja. Eu e a Vontade vemos tudo, subimos as ladeiras, ouvimos os pássaros e olhamos os meninos semi-nus deitados no chão da cidade. Isso tudo soa muito pretensioso, percebe? Eu não sei como fazer para não ter esse tom. As vezes eu penso em me tornar um ser completamente integrado na natureza, porque até mesmo entre as ruínas sem humanos há flores crescendo sem pedir licença, sem pedir nada porque tem tudo o que precisa. Eu queria não precisar pedir nada. Queria compreender e não ser compreendia. Queria-o deitado no meu colo enquanto eu faço carinho em seus cabelos, beijo suas bochechas, entrego-me a todas as sensações mundanas. Isso é arte também. Mas o enjoo me dá vontade de morrer.
Estou numa cidade que me entedia agora, toda cidade que não me entendia é aquela que nada aprendo. Estou aprendendo isso.
A pena é a pior coisa que se pode ter e eu tenho pena de você. Tenho porque minha arrogância diz-me que você é apenas uma criança e que tem o direito de errar; eu tenho o direito de errar, de ser catedrática, mas isso não é uma defesa? Isso não é sinal da minha imaturidade?
PREPOTENTE! [grito eu mesma na cochia para um personagem suado, moreno maizena, com uma luz que cega sobre ele]
O egoísmo é ridículo, mas o tenho porque desejo muito você, porque me sinto feliz te amando e acredito no seu potencial, vê como isso é egoísta?
ARROGANTE! [o personagem responde para o nada]
Espero.
Espero que não minta para o ser que eu mais amo.
Nunca mais seremos os mesmos. Por isso, não sei o que fazer. Estou mais dura e boa, porque a vida é curta. Pode me ver girando de vestido ou gritando de raiva, não me contenho mais porque não vejo mais sentido para isso. A vida é muito.
Muito boa.
3 Beijos.
Três, como a santíssima trindade, como as três pontas de um triângulo isósceles, como um oito partido ao meio.
Rebe:
- Aline, todo triângulo tem três pontas...
Ich:
- Hã?
carta à Iuri
publico para não esquecer, a lembrança só existe quando a gente esquece, porque depois se lembra e esquece, se lembra e
acabei de voltar de uma peça, li sua resposta antes de ir para aula, mas pensei em responde-la so de noite, a peça se chamava "as noivas", era louca, iuri. varios discursos sobre a memoria, um desejo incontido de machucar e de ver os bombeiros, de ser tocada e vista. eu gostei porque combinou muito comigo. o teatro é experimental, vou te levar comigo assim que for pra sao paulo ou aqui no rio quando vier mesmo
XXXXXXXXXX
sobre voc, que foi o que eu perguntei, bem, confesso que gostei da resposta.
ai! iuri! a vida e' tao boa!
a gente, quer dizer, eu fico pensando no cosmos, no caos e na celula, aí eu penso na célula humana, na da formiga, na do gato... E A SOCIOLOGIA? ah! eu enlouqueço com a sociologia, querido...
é tudo tão tudo
e tudo é tão completo e ao mesmo tempo vago, porque até mesmo quando se constrói quatro paredes voc cria o vazio.
XXXXXXXX
gosto de cortazar e de joao cabral de melo neto, são muito, muito bons. não sou tao velha (nada velha, na verdade), mas posso dizer que foram autores importantes para mim quando eu era mais nova.
e eu também gosto muito muito muito de onibus. eu sempre digo ao meu companheiro de viagem, que é qualquer pessoa: "nada é melhor do que os encontros no transporte coletivo". sexta feira agora eu encontrei num bar um rapaz que eu li um poema ano passado no onibus e que depois encontrei por acaso no bloco de carnaval. ainda nao sei o nome dele, os
XXXXXXX
um amor real é bom.
XXXXXXXXXXXXXXX
o mundo não é pequeno, os acasos que são assutadores! mas nao tenha medo.
X
sabe por que X? é a incógnita, Iuri
X
beijos beijos beijos beijos
4 e um abraço fortíssimo.
XXXXXXXXXX
sobre voc, que foi o que eu perguntei, bem, confesso que gostei da resposta.
ai! iuri! a vida e' tao boa!
a gente, quer dizer, eu fico pensando no cosmos, no caos e na celula, aí eu penso na célula humana, na da formiga, na do gato... E A SOCIOLOGIA? ah! eu enlouqueço com a sociologia, querido...
é tudo tão tudo
e tudo é tão completo e ao mesmo tempo vago, porque até mesmo quando se constrói quatro paredes voc cria o vazio.
XXXXXXXX
gosto de cortazar e de joao cabral de melo neto, são muito, muito bons. não sou tao velha (nada velha, na verdade), mas posso dizer que foram autores importantes para mim quando eu era mais nova.
e eu também gosto muito muito muito de onibus. eu sempre digo ao meu companheiro de viagem, que é qualquer pessoa: "nada é melhor do que os encontros no transporte coletivo". sexta feira agora eu encontrei num bar um rapaz que eu li um poema ano passado no onibus e que depois encontrei por acaso no bloco de carnaval. ainda nao sei o nome dele, os
XXXXXXX
um amor real é bom.
XXXXXXXXXXXXXXX
o mundo não é pequeno, os acasos que são assutadores! mas nao tenha medo.
X
sabe por que X? é a incógnita, Iuri
X
beijos beijos beijos beijos
4 e um abraço fortíssimo.
não tem nexo, é só espera
começa assim: dois pontos e um ser acéfalo.
o ser sou. sou e não sei.
tanto tempo faz! a escrita é duas pontas querendo dar um nó. se eu falasse dos eventos separados, dos churros, da caminhada, estaria tentando apenas, apenas tentando; eu não quero tentar, quero saber falar com maturidade e força, sem oscilar. sem usar um tom infantil. o meu corpo fatigado deseja esvair até a morte, mesmo que eu não acredite na não existência, eu não acredito em nada.
muita espera, muita muita espera, uns dois ou tres atos sem razão, so random! e, depois, uma irremediável culpa e fome.
levo uma ânsia de vômito todos os dias para passear quando penso na vulgaridade;
estou cansada.
estou
domingo, 18 de abril de 2010
irmão sol
ficar vinte minutos falando wanda nos mais variados tons.
- o centro é belo!
falo em voz alta, entre uma rua que o nome está virado. desejo torná-lo arte imortal, mas não o represento rapidamente, deixo-o na memória para tirar dele o que há de mais importante na imagem. tenho medo da imagem porque as imagens servem para mostrar nossos medos.
leio camus, leio tudo do camus, faço-me estrangeira e penso no estrangeiro, todos eles. minha casa é minha pátria e só no beco ou na rua oscar wilde eu me sinto bem, talvez no prédio fotográfico wanda que descobri depois de cantar vinte minutos.
finjo ser franciscana, mas uso um vestido branco e verde, rosa, amarelo e vermelho. como pastel, laranjada, ligo e digo alemão, alemão fajuto querendo que fosse árabe. três palavras e um nome que é substantivo.
wo ist ich, Sieg?
no topo da cidade com os olhos fechados
sexta-feira, 5 de março de 2010
a Crueldade
a crueldade do título é um substantivo próprio, assim como todas as outras coisas desse mundo que são próprias.
conversávamos, crueldade e eu, sobre as coisas da vida. eu, por esse tempo que há de passar ou cair, como uma árvore que perde as folhas, mas nunca as esquece, estava me sentindo consideravelmente injustiçada. A humanidade sempre se sente injustiçada porque é mimada demais. Até que, por um motivo óbvio, a crueldade me bateu, me chutou, me fez cuspir um pouco de sangue misturado com suco de laranja. Então, sentindo muita dor!,
conversávamos, crueldade e eu, sobre as coisas da vida. eu, por esse tempo que há de passar ou cair, como uma árvore que perde as folhas, mas nunca as esquece, estava me sentindo consideravelmente injustiçada. A humanidade sempre se sente injustiçada porque é mimada demais. Até que, por um motivo óbvio, a crueldade me bateu, me chutou, me fez cuspir um pouco de sangue misturado com suco de laranja. Então, sentindo muita dor!,
[não finalizei, que pena]
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