é, pois, zé! por essa ninguém esperava mesmo.
sem olhos pra ver, ele ainda tenta estabelecer alguma comunicação com ela: a surda estática, porque é isso que é pensam que é a fotografia: surda estática, todo mundo vive muito bem na base do estereótipo.
há uma clara tentativa de se escrever algo inteiro, mesmo que haja muitos signos e ambiguidades, mas isso só porque eu li muito kant, e nem foi na infância porque já nasci vieja-loca
sem olhos para ver, ele ainda a procura.
que estranho e memorável,
dois, um casal sentado na escadaria cantando violão e viola. ai, eu nunca fui disso, mas era tão bam! o casal nem sabia o nome de cada um, ficavam meio rindo no meio da confusão daquele povo todo. eu com dois dvds na mão.,...
a essa altura já tá claro que eu faço parte do casal, eu nunca fui muito de contar história sem viver, eu sou muito de viver a história, pergunte pro kundera.
...um do tarkovski que eu ainda torço para que esteja com ele, "espelho". nunca mais voltei na locadora depois daquele dia. nós dois no escuro, mas isso só depois, gostando, muito assustados, rindo de nervoso. sempre rimos nos nossos encontros que foram só um.
sempre imagino nos próximos a gente meio rindo
a observação consome e faz perder tempo, ontem eu estava falando sobre um caso específico que eu tinha percebido. eu sou muito observadora e não suporto bitolação. TENHO QUE SER MAIS OBJETIVA, essa é a frase de ordem, percebe que não consigo narrar um fato sem ter que fazer todas as considerações ("quais são as considerações?!") antes? simplesmente não consigo! preciso dar as referências, preciso expor-me ao máximo, ser cortada ao meio.
mas continuo isso depois
SEMPRE DEPOIS
...e depois:
nós e laços
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